Fernando Correia

Nuvem: pagando menos por mais

In Novidades on 10 mar 2012 at 13:19

Um dos principais argumentos a favor da computação em nuvem é o ganho de eficiência. É o conceito econômico clássico de diminuição de custos unitários através da economia de escala.

Economia de escala é aquela que organiza o processo produtivo de maneira que se alcance a máxima utilização dos fatores produtivos envolvidos no processo, procurando como resultado baixos custos de produção e o incremento de bens e serviços. Ela ocorre quando a expansão da capacidade de produção de uma empresa ou indústria provoca um aumento na quantidade total produzida sem um aumento proporcional no custo de produção. Como resultado, o custo médio do produto tende a ser menor com o aumento da produção. (Wikipédia)

Ou seja, você obtém um serviço de melhor qualidade por um menor preço do que seria possível obter por conta própria, especialmente ao se levar em conta a elasticidade, ou seja, a possibilidade de aumentar rapidamente o consumo de recursos para se ajustar a um pico de demanda, e diminuir o consumo quando a demanda for menor. É um processo semelhante ao de consumir energia elétrica produzida por terceiros em vez de produzi-la de forma independente.

A consequência é que o modelo de negócio dos provedores de serviços de nuvem exige uma busca constante por ganhos de escala que permitam oferecer serviços melhores a custos unitários cada vez menores. A beleza deste modelo é que quanto mais clientes os provedores de nuvem conquistam, mais eles conseguem diluir seus custos, mesmo com investimentos significativos em aumento da capacidade instalada. A economia de mercado, a competição entre fornecedores e outras alternativas como self-hosting e colocation levam os fornecedores a transferir para os clientes a economia gerada pelos ganhos de escala. Ou seja, preços menores por serviços melhores.

Os clientes da computação em nuvem, ao terem mais pagando menos, obtêm ganhos de eficiência. Este processo, segundo a IDC, levará à criação de 14 milhões de empregos nos próximos anos e à geração de 1 trilhão de dólares por ano na economia.

Acompanhando o mercado de computação em nuvem, nós vemos esta teoria sendo aplicada na prática. Nos últimos 6 anos, a Amazon reduziu seus preços 19 vezes, enquanto continuamente melhora seus serviços. O Google também tem reduzido o preço dos seus serviços de nuvem que saíram da versão beta recentemente. A Microsoft não fica para trás, e os preços do Windows Azure só se movem em uma direção: para baixo.

Em outubro, o preço do Windows Azure Storage diminuiu 7%, com ganhos por volume que podem chegar a 39%, ao mesmo tempo em que o novo serviço de replicação geográfica oferece proteção contra perda de dados sem custos adicionais.

Em dezembro, o custo por GB do SQL Azure diminuiu em até 67% devido ao oferecimento de 150 GB de armazenamento pelo mesmo preço de 50 GB. Esta redução de preços aconteceu ao mesmo tempo em que se liberavam novos serviços extremamente valiosos, como o SQL Azure Federation.

Em fevereiro, o preço do SQL Azure diminuiu entre 48% e 75%, dependendo do nível de utilização. O preço inicial diminuiu de US$ 10 para apenas US$ 5 por mês.

Em março, o preço do Windows Azure Storage baixou entre 12% e 14% e o preço da menor instância de computação caiu 50%, para apenas 2 centavos de dólar por hora. Isto significa que hoje é possível ter uma instância de computação no Windows Azure consumindo uma base de dados SQL Azure de alta disponibilidade por menos de 20 dólares por mês.

Hoje uma instância de computação na nuvem custa menos do que um kilowatt-hora de energia elétrica. Os preços estão caindo e os serviços estão melhorando. Como você pretende aproveitar estas oportunidades?

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